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COVID-19, COINFECÇÃO BACTERIANA E FÚNGICA: COMO PREVENIR?




Para tratar sobre o tema deste artigo, o primeiro passo é esclarecer o que significa o termo “coinfecção”, que é a mistura de genomas de diferentes vírus infectando um mesmo indivíduo. Até pouco tempo atrás, no início da pandemia de COVID-19, a preocupação era que o vírus pudesse se juntar ao da Influenza (gripe) ou à bactéria pneumococo, que causa pneumonia. Agora, o receio está em coinfecção entre variantes do SARS-CoV-2.


Segundo matéria do site UOL de janeiro deste ano, a Universidade Feevale divulgou um estudo científico sobre as variantes de COVID-19 após análises de amostras coletadas no Sul do Brasil, onde foram encontradas cinco linhagens diferentes e dois casos de coinfecção. Esse tipo de problema não havia sido descrito até o momento. A universidade disse na ocasião, que "a preocupação se dava, pois, a recombinação é um dos fenômenos que está na base da evolução de coronavírus".


Os pesquisadores ressaltaram que os pacientes com coinfecção tiveram casos "leves a moderados" e se recuperaram bem, sem a necessidade de hospitalização, entretanto, o assunto merece destaque e está entre os mais falados dentro de hospitais e instituições de saúde.


Em comunicado recente para seu corpo clínico, o Hospital Israelita Albert Einstein alertou sobre a presença de infecções por bactérias multirresistentes e a prevenção, principalmente nos pacientes infectados pelo COVID-19. Além de cuidados minuciosos como internação em unidade de terapia intensiva (UTI), ventilação mecânica, sedação prolongada, intubação orotraqueal, hemodiálise, uso de antibióticos de amplo espectro e corticoides, a instituição ressaltou a importância de um ato simples, o da higienização das mãos, para evitar a disseminação do SARS-CoV-2: tanto na comunidade quanto no meio hospitalar.


As observações do cotidiano clínico durante a utilização dos equipamentos, assim como a literatura, mostram que as superfícies com maior potencial de contaminação incluem as mãos do operador e os locais por ele tocados. O hospital frisou ainda, que aproximadamente 11% das infecções bacterianas secundárias se dão por patógenos multirresistentes e fungos, principalmente candidíase e aspergilose, e que lavar as mãos, previne também a disseminação e a transmissão de bactérias multirresistentes para outros pacientes que não estão portando o vírus do SARS-CoV-2.


De acordo com Compton Garfield Cummings, Gerente de Manutenção do Hospital Pró-Infantil, de Belém do Pará, a praticidade para os colaboradores e médicos, e o aumento da satisfação dos pacientes são os maiores valores percebidos dentro de um estabelecimento que opta por equipamentos automatizados e sensorizados.

Em todas as áreas de uso médico devem ser disponibilizadas condições para higiene das mãos, o que inclui dispensadores de preparação alcoólica a 70%, pia com dispensador de sabonete líquido, papel toalha, lixeira com tampa e abertura sem contato manual. Sobre esta questão, a automação se mostra uma excelente aliada de todos do corpo clínico, lembrando que todo o conforto oferecido no procedimento de higienização dos profissionais da área da saúde é fundamental, verificada a quantidade de operações de higienização realizadas ao longo da jornada de trabalho.



Em 2015, com a troca de proprietários do Hospital Pró-Infantil, que antes era conhecido como Hospital Vida Mamaray, o investimento em tecnologia se fez necessário por conta da obsolescência de uma boa parte do parque tecnológico, como informou o Gerente de Manutenção. Ainda segundo ele, a busca pelo Certificado de Acreditação Hospitalar foi o maior motivador para a instalação de torneiras, portas e luzes automáticas, e a satisfação dos clientes tornou-se o grande estimulador para estas mudanças. Para ele, a automação sanitária em ambientes hospitalares garante praticidade, conforto, e principalmente segurança.


Cabe também ressaltar, que há alguns anos já existe a regulamentação e algumas certificações no que diz respeito à automação, exigindo torneiras e dispensadores automatizados para se reduzir a possibilidade de contaminação cruzada. De acordo com Lucas Costa, Gestor de Arquitetura e Obras do Hospital BP, o local, que possui uma estrutura de 63 anos e passou por diversos “retrofits” ao longo dos anos, nos quais foram implantados itens de automatização conforme o próprio desenvolvimento de mercado, principalmente torneiras, existem vários fatores para a escolha da automação sanitária. “A demanda vem do time de engenheiros e arquitetos dos núcleos de obras e manutenção, que testam e especificam os itens de maior aderência às necessidades da edificação e dos projetos. Entretanto, primordial é a questão da legislação, que nos orienta a ter produtos de fechamento automático para evitar contaminação. Outro fator é o controle de desperdício, produtos que tenham redução de vazão e ajudem na sustentabilidade”, completa o profissional.


Além disso, os Equipamentos de Proteção Individual - EPIs (gorro, máscara de proteção respiratória com eficácia mínima na filtração de 95% de partículas de até 0,3μ / tipo N95, N99, N100, PFF2 ou PFF3 /, óculos, máscaras tipo face shield, capote impermeável laminado ou cirúrgico, e luvas de procedimento ou cirúrgicas, conforme o caso), são importantes para a proteção dos profissionais da saúde, uma vez que a transmissão do SARS-CoV-2 ocorre principalmente via excreção de gotículas de saliva contaminadas ou através do contato próximo com pessoas contaminadas, por exemplo: tocar em objetos infectados e em seguida mexer no nariz e na boca.

“Como protocolo de atendimento ao paciente, os profissionais assistenciais têm a necessidade de lavar as mãos antes e após o contato. Por isso, uma questão extremamente importante em todos os setores, é a de que quanto menor é o contato físico no ambiente, menor é o número de propagação de doenças por contágio”, ressalta o Gestor de Arquitetura e Obras do Hospital BP.


Antes de saírem do ambiente hospitalar, os profissionais devem se desparamentarizar, em recintos específicos, e os paramentos utilizados devem ser descartados em recipientes especiais para resíduos de saúde infectantes, dando continuidade ao processo de prevenção à infecção e coinfecção.


Por fim, para que os procedimentos e cuidados sejam completos, médicos e enfermeiros devem abordar pacientes suspeitos ou confirmados com COVID-19 utilizando-se dos paramentos citados acima, bem como seguir todas as boas práticas técnicas de biossegurança e bioproteção preconizadas na literatura científica e pelos órgãos pertinentes, tais como: Ministério da Saúde, Conselho Federal de Medicina, Conselho Federal de Enfermagem, Conselho Federal de Farmácia, ANVISA e Organização Mundial da Saúde (OMS).


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